Bom, após tanto tempo (três anos) posto novamente.
É difícil porque já não sou o mesmo. Agora sou nascido de Deus pela fé professada em cristo. O vocabulário é outro, a rotina é outra.
Não há sentido em continuar um blog com o humor vazio, pois não o tenho. Tenho alegria. Não posso fazer reflexões filosóficas, como seria de esperar de mim em março de 2007, porque hoje sei que qualquer um pode ser melhor filósofo que eu. Se há reflexão em mim, é bíblica. Aliás, tenho aprendido muito com a Bíblia e, sem falsa modéstia, tenho adquirido sabedoria com os ensinamentos que o Espírito Santo me dá cada vez que a folheio.
Não, caros (e velhos) amigos, vocês não encontrarão nestas linhas o Smyllie tocador de violão. Para quem não ler a descrição do meu perfil em outro lugar, eis abaixo um breve resumo:
Ricardo Smyllie Affonso, mais conhecido por Smyllie (lê-se Ismaile). Nascido da carne em março de 1984 e do Espírito em agosto de 2007, mais precisamente nas águas do rio Paraibuna, bairro Ponte Preta.
Membro da Igreja Evangélica Preparatória desde a referida data, hoje um Presbítero, conservando a sã doutrina aprendida com a mãe antes da conversão e após com o Pastor Presidente da Igreja. Servo de Deus, em primeiro lugar, e dos meus irmãos, como o Senhor Jesus ensinou.
Nas horas vagas, comerciante. Ramo: Lanchonete.
Aos novos amigos e irmãos:
Talvez eu atualize este Blog daqui a outros três anos. Talvez em dois dias. De qualquer forma...
Vocês não terão a surpresa nem o descontentamento que talvez os velhos tiveram. Eu não vou mudar novamente, só se nasce duas vezes, ou seja, nunca mais serei o mesmo de antes nem um exemplar novo e adulterado.
Quer saber? Talvez fosse melhor nem atualizar.
sábado, 27 de março de 2010
terça-feira, 6 de março de 2007
Vendedor de Saunas
Olha, outro dia foi um senhor lá na lanchonete querendo falar com o dono. Quando perguntei do que se tratava, disse:
- Só com o dono.
- Pode falar, então.
Depois dele me olhar melhor um tempo (deu pra ver que ele achou que eu não tinha nem um pouco a cara de dono que ele esperava), disse que veio me oferecer conforto, lazer, luxo e status.
- O que o senhor vende?
- Eu vendo saunas, aqui o meu cartão.
- Ah, sim. Olha, muito obrigado, senhor, eu não estou interessado.
- Você acha que é muito caro?
- No momento eu não estou podendo gastar com isso.
- Olha, eu tenho saunas a partir de 800 reais. Você não precisa ter dinheiro pra ter status (Jogou na cara que sou pobre). Quem for na sua casa, você mostra a sauna e vai todo mundo achar que você tá cheio da grana, ninguém precisa saber que uma sauna custa só 800 reais. Vai começar a chover gente querendo frequentar a sua casa, só por causa da sauna.
- Tudo bem, amigo, mas eu não estou interessado. Pode levar seu cartão.
- Certo - disse, pegando o cartão - Isso não é para você.
Depois que o sujeito foi embora, eu fiquei me peguntando: Cadê o benefício à saúde que a sauna faz? O emagecimento? A hidratação da pele? Será que não vinha nada disso incluído na sauna dele? Será que por isso era tão barato?
Aliás, pensando mais profundamente, será que aquele senhor foi com uma missão à lanchonete, ou à essa cidade, ou a esse planeta? Será que sua missão era mostrar que alguns bens de consumo podem ser adquiridos apenas para elevar o status da pessoa? Nos fazer meditar sobre o preço que alguns pagam para ter "amigos" frequentando as suas casas?
Quanto valem amigos de ocasião? 800 reais é muito barato mesmo? Ou está muito caro???
Mais uma de lanchonete...
- Só com o dono.
- Pode falar, então.
Depois dele me olhar melhor um tempo (deu pra ver que ele achou que eu não tinha nem um pouco a cara de dono que ele esperava), disse que veio me oferecer conforto, lazer, luxo e status.
- O que o senhor vende?
- Eu vendo saunas, aqui o meu cartão.
- Ah, sim. Olha, muito obrigado, senhor, eu não estou interessado.
- Você acha que é muito caro?
- No momento eu não estou podendo gastar com isso.
- Olha, eu tenho saunas a partir de 800 reais. Você não precisa ter dinheiro pra ter status (Jogou na cara que sou pobre). Quem for na sua casa, você mostra a sauna e vai todo mundo achar que você tá cheio da grana, ninguém precisa saber que uma sauna custa só 800 reais. Vai começar a chover gente querendo frequentar a sua casa, só por causa da sauna.
- Tudo bem, amigo, mas eu não estou interessado. Pode levar seu cartão.
- Certo - disse, pegando o cartão - Isso não é para você.
Depois que o sujeito foi embora, eu fiquei me peguntando: Cadê o benefício à saúde que a sauna faz? O emagecimento? A hidratação da pele? Será que não vinha nada disso incluído na sauna dele? Será que por isso era tão barato?
Aliás, pensando mais profundamente, será que aquele senhor foi com uma missão à lanchonete, ou à essa cidade, ou a esse planeta? Será que sua missão era mostrar que alguns bens de consumo podem ser adquiridos apenas para elevar o status da pessoa? Nos fazer meditar sobre o preço que alguns pagam para ter "amigos" frequentando as suas casas?
Quanto valem amigos de ocasião? 800 reais é muito barato mesmo? Ou está muito caro???
Mais uma de lanchonete...
sábado, 3 de março de 2007
Já aviso que não sou tão criativo pra inventar algo assim...
Hoje, na lanchonete, como de costume, mais uma sandice. Pois bem, vou contar:
Chega uma mulher bem vestida e pede um pouco d'água. Prontamente, ofereci:
[eu]- Quer gelo?
[ela]- Não, obrigada.
Peguei a água e dois copos. Comentei que também estava com sede. Enchi o copo dela e ela ficou esperando encher o meu. Com olhar fixo nos meus olhos (... que medo), ela fez um sinal pra brindar.
[eu espantado]- Você quer brindar?
[ela] ...
Bati meu copo de leve no dela e, rapidamente, bebi. Qual não foi minha surpresa quando vi o copo ainda completamente cheio na mão dela?
[eu]- Não vai beber a água?
[ela com aquele olhar direto]- Não, só queria molhar a boca... por isso que te pedi um pouco de água.
Virou-se e partiu, sem ao menos agradecer. Começou então o burburinho: "Que mulher estranha...", "Eu, heim..." Peguei o copo, derramei a água na pia e deixei lá, de lado, pra lavar. Sem mais nem menos, ela retorna, mais séria do que antes, me cobrando:
[ela]- Cadê meu copo?
[eu]- Joguei fora...
[ela]- Você não pode ter jogado fora, o meu copo era de vidro!
[eu] ...?!
E assim eu fiquei, atônito, vendo ela partir novamente, sem saber se esperava ela voltar com um copo cheio (talvez ela tivesse descoberto uma sede repentina), se com um copo quase vazio (já que ela só queria molhar a boca), se apenas com um copo sem nada dentro(talvez ela tenha sentido saudades do copo "dela"), se com uma barra de ferro dentada laminada...
Mais uma de lanchonete!!!
Chega uma mulher bem vestida e pede um pouco d'água. Prontamente, ofereci:
[eu]- Quer gelo?
[ela]- Não, obrigada.
Peguei a água e dois copos. Comentei que também estava com sede. Enchi o copo dela e ela ficou esperando encher o meu. Com olhar fixo nos meus olhos (... que medo), ela fez um sinal pra brindar.
[eu espantado]- Você quer brindar?
[ela] ...
Bati meu copo de leve no dela e, rapidamente, bebi. Qual não foi minha surpresa quando vi o copo ainda completamente cheio na mão dela?
[eu]- Não vai beber a água?
[ela com aquele olhar direto]- Não, só queria molhar a boca... por isso que te pedi um pouco de água.
Virou-se e partiu, sem ao menos agradecer. Começou então o burburinho: "Que mulher estranha...", "Eu, heim..." Peguei o copo, derramei a água na pia e deixei lá, de lado, pra lavar. Sem mais nem menos, ela retorna, mais séria do que antes, me cobrando:
[ela]- Cadê meu copo?
[eu]- Joguei fora...
[ela]- Você não pode ter jogado fora, o meu copo era de vidro!
[eu] ...?!
E assim eu fiquei, atônito, vendo ela partir novamente, sem saber se esperava ela voltar com um copo cheio (talvez ela tivesse descoberto uma sede repentina), se com um copo quase vazio (já que ela só queria molhar a boca), se apenas com um copo sem nada dentro(talvez ela tenha sentido saudades do copo "dela"), se com uma barra de ferro dentada laminada...
Mais uma de lanchonete!!!
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