Hoje, na lanchonete, como de costume, mais uma sandice. Pois bem, vou contar:
Chega uma mulher bem vestida e pede um pouco d'água. Prontamente, ofereci:
[eu]- Quer gelo?
[ela]- Não, obrigada.
Peguei a água e dois copos. Comentei que também estava com sede. Enchi o copo dela e ela ficou esperando encher o meu. Com olhar fixo nos meus olhos (... que medo), ela fez um sinal pra brindar.
[eu espantado]- Você quer brindar?
[ela] ...
Bati meu copo de leve no dela e, rapidamente, bebi. Qual não foi minha surpresa quando vi o copo ainda completamente cheio na mão dela?
[eu]- Não vai beber a água?
[ela com aquele olhar direto]- Não, só queria molhar a boca... por isso que te pedi um pouco de água.
Virou-se e partiu, sem ao menos agradecer. Começou então o burburinho: "Que mulher estranha...", "Eu, heim..." Peguei o copo, derramei a água na pia e deixei lá, de lado, pra lavar. Sem mais nem menos, ela retorna, mais séria do que antes, me cobrando:
[ela]- Cadê meu copo?
[eu]- Joguei fora...
[ela]- Você não pode ter jogado fora, o meu copo era de vidro!
[eu] ...?!
E assim eu fiquei, atônito, vendo ela partir novamente, sem saber se esperava ela voltar com um copo cheio (talvez ela tivesse descoberto uma sede repentina), se com um copo quase vazio (já que ela só queria molhar a boca), se apenas com um copo sem nada dentro(talvez ela tenha sentido saudades do copo "dela"), se com uma barra de ferro dentada laminada...
Mais uma de lanchonete!!!
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